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A roda de conversa “Violência de Gênero” emocionou o público com as histórias das participantes. O debate reuniu a mediadora Miriam Krenzinger, professora e escritora; Kamila Camillo, psicóloga; Francisca Nascimento, estudante de pedagogia; Maria Alice Vieira, comerciante e realizadora de evento de forró na favela; e Jandira Feghali, deputada federal. O encontro foi de relatos não só de sofrimentos, mas de resistências e superação.

Violência de gênero. 📸 Suzane Santos / AMaréVê

Mulheres falam sobre romper a barreira do silêncio e unirem-se para fechar feridas e assegurar direitos

Em 18/11/2018 – Por Hélio Euclides

A roda de conversa “Violência de Gênero” emocionou o público com as histórias das participantes. O debate reuniu a mediadora Miriam Krenzinger, professora e escritora; Kamila Camillo, psicóloga; Francisca Nascimento, estudante de pedagogia; Maria Alice Vieira, comerciante e realizadora de evento de forró na favela; e Jandira Feghali, deputada federal. O encontro foi de relatos não só de sofrimentos, mas de resistências e superação.

“A infância foi difícil com meu pai e mãe, agora trabalho com as vítimas. Eu tive acesso à rede de educação e proteção, mas quantas não têm condição? Muito importante que todos alcancem o auxílio. Necessitamos acolhê-la, mostrar portas de saída. Precisamos nos articular e lutar por políticas públicas para todas”, diz Miriam. Sua colega de conversa, Francisca lembrou da força que as mulheres podem dar umas as outras. “Temos momentos de baixa autoestima, mas precisamos lembrar que somos amadas, e não estamos sós”, afirma Francisca.

Jandira destacou que na política há cenários tenebrosos, mas que a força da união reverte situações. “Temos que ser mais firmes e lutarmos juntas pela igualdade e pelo direito da mulher. Devemos formar uma resistência, para fazer algo consistente contra a desigualdade. A mulher que se sente ofendida precisa ver outros casos de apoio, para que se sinta segura”, enfatiza Jandira.