CAM sedia evento em homenagem à Marielle Franco

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Foto: Douglas Lopes

Presença dos pais da vereadora e de parlamentares que representam o legado de Marielle marcaram o evento

Por: Eliane Salles

O Centro de Artes da Maré (CAM) foi palco, nesta quinta-feira, 14, do evento “Vida, Ancestralidade e Continuação, Carolina, Abdias e Marielle” – uma homenagem à vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada há exatamente um ano, e a dois ícones do movimento negro no Brasil: o parlamentar, intelectual e ativista, Abdias Nascimento, e a escritora Carolina Maria de Jesus, ambos nascidos em 14 de março. A realização foi do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) em parceira com a Redes da Maré.

O evento foi marcado por momentos de muita emoção, entre eles, a entrega do Prêmio Ipeafro Sankofa à família de Marielle. “Hoje é histórico. Depois de um ano de resistência, de luta, de perguntas sem respostas, estar aqui hoje junto com pessoas que lembram o nome da minha filha, Marielle renasce”, disse Marinete da Silva, mãe de Marielle.

Lançamento de livro, exposição e tributo

Sarau com participação de convidados internacionais e dos coletivos “Crias da Maré” e “Griôs da Maré”; lançamento da nova edição do livro O Quilombismo, de Abdias Nascimento; e abertura da exposição “Abdias Nascimento, a Arte de um Guerreiro” foram algumas das atividades que aconteceram das 14h às 22h. Outro momento marcante foi o tributo às parlamentares negras que representam a continuidade do trabalho desenvolvido por Marielle Franco: a deputada federal Talíria Petrone e as deputadas estaduais Renata Souza, Dani Monteiro e Mônica Francisco.

O evento contou com o apoio do Itaú Cultural e teve ainda como parceiros a ONG Criola, a Editora Perspectiva, a Casa com a Música, o movimento 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo e o Fórum Permanente de Igualdade Racial (Fopir). Dezenas de pessoas da Maré e de outros bairros participaram do evento.

Depoimentos:

“Hoje é um dia muito difícil, mas que dia na vida de uma mulher negra não é difícil? … O importante não é aonde a gente chega, mas o que isso muda no lugar de onde a gente veio”, Dani Monteiro, deputada estadual.

“Aviso àqueles que querem matar os corpos negros: Marielle, Abdias e Carolina abriram janelas e essas janelas não fecham mais”, Talíria Petrone, deputada federal.

“Marielle não foi semente, nós não somos sementes. Marielle foi fruto, fruto dessa ancestralidade. Estamos aqui para reverenciar a ancestralidade de quem tombou na Maré, no Borel, no [morro de] São Carlos. Mas também para reverenciar os que seguem vivos”, Mônica Francisco, deputada estadual.

“Enquanto ‘crias’ da Marielle, vamos continuar amanhã e sempre exigindo que o estado diga quem matou Marielle e qual foi a motivação deste feminicídio político”, Renata Souza, deputada estadual.

Confira algumas fotos do evento:

Fotos © DouglasLopes

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