“Arraiá da Paz” promete agitar a Maré

Maré de Notícias #89 – junho de 2018

Regada a caldos, maçã do amor e apresentação de quadrilha, tradicional festa acontecerá em três fins de semana de junho

Maria Morganti

O mês de junho chega aqui na Maré trazendo, além de temperaturas mais amenas, a promessa de muitas festas. A mais famosa, para 10 entre 10 moradores, é a da Paróquia Nossa Senhora da Paz, no Parque União, o tradicional Arraiá da Paz. Este ano, a festa que costuma receber milhares de pessoas em três fins de semana começará nos dias 8 e 9, seguindo os festejos pelos dias 15, 16, 22 e 23.

Apesar de ser realizada dentro da Paróquia, na Rua Guanabara, nº 2, “não é uma festa religiosa, é aberta ao povo, é para a comunidade”, enfatiza Maria de Fátima Donaria, costureira nascida e criada no Parque União, e uma das integrantes das Pastorais que realizam o evento. Fátima conta que frequenta a festa há mais de 20 anos, quando ainda era na Rua da Paz, antes da compra do terreno onde é realizada hoje. “Cada Pastoral assume um setor. As Pastorais da criança, cultura, jovem, terço dos homens, dos casais; cada uma fica com uma barraca. Todo o trabalho é dividido para sair tudo muito bonito e bacana”.

Nos dias de festa, as barraquinhas começarão a funcionar a partir das 18h, mas o evento completo só às 20h30. “A preparação começa na sexta-feira antes da festa. Um mês antes, eles já começam a armar as barracas, pedir doações, para a comunidade, de alimentos e de bandeirinhas para enfeitar, porque a Igreja se move com doações”. Segundo Fátima, no quesito guloseimas, caldo verde, sopa de ervilha e  vaca atolada. “Aí uma descasca batata, outro o aipim, outro o milho.” Nos doces, canjica, bolo de aipim, maçã do amor… “E tem muito mais”, comenta Fátima. “Não sou muito boa de dança, não. Mas é uma das coisas de que eu mais gosto?!”, conta, rindo, Fátima, sobre a quadrilha. Ao todo, três grupos de quadrilha irão se apresentar: o da catequese, dos jovens e a do grupo chamado Aliança de Casais.

Iuri Felipe Santos, 25 anos, também “cria” do Parque União, é um dos “marcadores” (responsável por ensaiar uma quadrilha), mais conhecidos da Paróquia. A primeira que marcou foi com 12 anos de idade. “A gente tem de marcar ensaio, montar passo, montar música, coreografia, uma coisa em cima da outra. Em outubro, eu já estava postando no Facebook:vamos dançar, vai ter quadrilha, estou com uma ideia boa’, e marcamos um aquecimento”.

Ele conta que uma quadrilha pode chegar a ter 18 casais, o mínimo é 12. O grupo de jovens da Igreja já conquistou sete troféus e se apresentou na Feira de São Cristóvão. Iuri, este ano, não  vai marcar a quadrilha, mas está fazendo a montagem das músicas e apoiando outros marcadores, para o momento que considera o auge da festa junina. E avisa: “tem um dia que todo mundo pode dançar. É no último domingo de festa, a famosa quadrilha do ‘cata-cata’,  entra qualquer um. É a maior quadrilha que tem. Chega a ter mais de 50 casais”.

“É um dos eventos mais esperados do ano”, diz a moradora do Parque Rubens Vaz, Letícia Felix, de 26 anos. A jovem conta que as principais festas são organizadas pelas Igrejas católicas da região, que tentam se articular, para não haver sobreposição de datas e os moradores terem a oportunidade de participar de todas. “A festa mais expressiva é o ‘Arraiá da Paz’, pela sua história desde muito cedo, de carinho, todo ano nesse evento. É uma festa democrática, para todos. Não importa se você é ateu, protestante… As festas juninas realizadas pelas paróquias não são só para os paroquianos, são preparadas com muita dedicação para todos os moradores da Maré. Vem pessoas de fora, de outros conjuntos da Maré, famílias, crianças, adultos, jovens, idosos. É um momento de muita alegria, de convivência, de escape da rotina e dos problemas diários”.

Além do Arraiá da Paz, outras paróquias realizarão festas, como a Paróquia Sagrada Família, na Nova Holanda, e a Nossa Senhora dos Navegantes, além das que acontecem pelas ruas. Opção é o que não vai faltar para se divertir!

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