Prevenir é a palavra de ordem

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Preservativos e informações são fundamentais para prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis | Foto: Douglas Lopes

Segundo o portal data_labe, jovens nascidos nos anos 1990 já são os mais afetados pelo HIV na história do País.

Maré de Notícias #98 – março de 2018

Por: Camille Ramos

Precisamos falar sobre prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) nos grupos de amigos, com a família e, principalmente, com os parceiros sexuais. E isso é urgente! Fazer sexo sem proteção tem aumentado o número de ISTs entre jovens de 25 a 39 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Causada por vírus, bactérias ou outros microrganismos transmitidos, principalmente, por meio do contato sexual, IST é a nova sigla que o Ministério da Saúde adotou para substituir o termo DST (Doença Sexualmente Transmissível). A mudança aconteceu porque o “D” de DST estava relacionado à doença, que necessita de sintomas e sinais visíveis no organismo para ser detectada.

HIV: sobe em 590% entre homens de 15 a 19 anos

Independentemente de toda a informação que se tem, o aumento de jovens infectados não para de crescer. Segundo pesquisa recente do portal data_labe (laboratório de dados e narrativas na favela), jovens nascidos nos anos 1990 já são os mais afetados pelo HIV na história do País, superando as gerações anteriores. Entre 2007 e 2017, o número de casos subiu quase 140% na população em geral, de acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico de HIV/Aids lançado pelo Ministério da Saúde. Entre jovens de 15 a 19 anos do sexo masculino, o aumento chegou a 590%.

Para a enfermeira Sara Mançano, que atua na Clínica da Família Jeremias Morais da Silva, na Nova Holanda, essa geração tem um modo diferente de encarar as ISTs. “Quando os jovens chegam aos consultórios, eles já sabem sobre as infecções porque, geralmente, fizeram pesquisas pela internet. Mas quando recebem o resultado de sorologia positiva, o susto é muito grande. A questão é que eles acreditam que só acontece com o outro. Antigamente, nos anos 1980, os jovens viam as pessoas morrendo. Hoje já não é assim. O HIV não tem cara”, conta.

Nas clínicas da família é oferecido serviço gratuito e rápido com testes de HIV, sífilis e hepatites B e C, com resultado em 15 minutos, diagnóstico e acompanhamento na própria clínica. Outro teste gratuito e instantâneo é o de gravidez. É importante frisar que algumas ISTs não apresentam sintomas, mas podem ser detectadas por meio de exames laboratoriais, o que aumenta a importância de se manter uma rotina de acompanhamento médico regular, com a realização de exames. 

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