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Ronda Coronavírus: Apesar de números crescentes de mortes, prefeito lança plano de retomada das atividades na cidade do Rio

Brasil é centro da pandemia mundial. Nas favelas do Rio são cerca de 1500 mortes.

As secretarias estaduais de Saúde confirmam que no país são 560.737 casos confirmados do novo coronavírus com 31.417 mortes. O total de curados passa de 255 mil.  No estado do Rio são mais de 56 mil casos confirmados e 5 mil mortes, sendo que 4 mil só na cidade maravilhosa, onde passamos de 32 mil casos nesta quarta-feira (03). Nas favelas da cidade são 1.495 casos e 356 mortes, com a Maré tendo 230 casos confirmados e 60 mortes, segundo dados oficiais. Pelo Boletim “De Olho no Corona!”, da Redes da Maré, são mais de 300 casos, segundo um canal direto de atendimento à população.

O diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, destacou que o Brasil foi um dos países com o maior aumento do número de casos de Covid-19 nos últimos dias. Também afirmou que o país está entre aqueles que não chegaram ao pico da transmissão.  Mesmo assim, muitas cidades brasileiras começaram a retomar as atividades, contrariando todos os exemplos positivos de combate ao coronavírus com o isolamento que aconteceram ao redor do mundo. 

Na Maré

Desde que a quarentena começou, a Vila Olímpica da Maré (VOM) se mantém fechada, mas tem realizado diferentes atividades on-line para continuar oferecendo oportunidades aos moradores e praticantes de exercícios físicos. Através das redes sociais da instituição, fazem webinar, lives e vídeo aulas. Mesmo assim, há relatos de moradores circulando pelo espaço para fazer caminhada, por exemplo. Nesta quarta (03) a Vila Olímpica da Maré fez uma live que falou sobre o funcionamento das Vilas Olímpicas na Pandemia e Cátia Simão, coordenadora Técnica e Esportiva da VOM, conversou com o Subsecretário da Secretaria de Esporte e Lazer, Michel Lima. Cátia acredita que a prática de exercícios em casa é uma ferramenta importante para os moradores e alunos e até para quem não é. “Para que a volta às atividades não seja tão brusca, a gente se reinventou on-line e agora estamos apoiando os moradores também com a distribuição de cestas básicas”, conta. Se você for morador da Maré em estado de vulnerabilidade, entre em contato com a Vila pelas redes sociais e demonstre interesse. Mais de 200 cestas já foram doadas.

Ainda que os casos de infecção por Covid-19 na cidade e nas favelas do Rio de Janeiro não estejam diminuindo, o desafio das 26 Vilas Olímpicas espalhadas pela cidade continua. A Prefeitura do Rio divulgou recentemente as fases da abertura gradual da economia. As atividades esportivas estão na primeira fase, junto a lojas de móveis e decorações e concessionárias de automóveis.Confira o plano para a cidade do Rio lançado hoje pela prefeitura aqui  

Volta às aulas adiada

Em decreto publicado na última terça-feira (02), a Prefeitura do Rio prorrogou a suspensão das aulas na rede municipal de Ensino até o dia 03 de julho. Para muitas mães moradoras da Maré, a tarefa de educar em casa não está fácil. “A tarefa de ser mãe, professora, dona de casa, parece ser algo novo, mas eu já vinha tendo essa tarefa desde que minha filha nasceu, há 7 anos. É claro que não com tanta demanda como nesses três meses de pandemia”, declara Beatriz Lomardes, 30 anos e moradora da Baixa do Sapateiro, na Maré. A adaptação não foi apenas da mãe e da filha, mas no jeito de ensinar. “A escola optou por enviar o planejamento da semana via WhatsApp, para facilitar o acesso aos alunos. A professora também lança apostila on-line para as crianças que não tem fisicamente. Como a Alicy tem, ela faz na apostila dela”, afirma.

Para continuar equilibrando as tarefas, Beatriz reserva um horário do dia para estudar com sua filha Alicy, de 7 anos, que estuda em uma Escola Municipal perto de casa. Além dos exercícios na apostila e no caderno, tem atividades de Educação Física, vídeos criativos e até a plantação de feijãozinho. Mas depender de um telefone não é tão simples. “Minha filha tem um pouco de dificuldade quando tem que copiar do celular para o caderno, as letras são menores”.

Beatriz é uma das mães que não teve informações sobre o lançamento do aplicativo “SME CARIOCA 2020” pela Secretaria Municipal de Educação (SME), em março. O app disponibiliza conteúdo pedagógico específico da pré-escola ao ensino de jovens e adultos, mas alcança todas as diferentes realidades dos estudantes do município. Já a estudante Darciane Lima, de 18 anos, está no uso do aplicativo, mas não se adaptou e diz que boa parte dos professores também não. “Tenho diversas dificuldades: a gente recebe diversos trabalhos, conteúdos, mas esses conteúdos não são bem desenvolvidos, bem trabalhados, então não há aprendizagem”, relata a estudante.

Ronda Coronavírus: Darciane Lima, moradora do Parque União

Darciane Lima, de 18 anos, fala da dificuldade de adaptação à educação a distância.

Adriana Luíza, moradora da Rubens Vaz, é mãe de 3 filhos. Apesar deles estudarem em escolas particulares, a tarefa de auxiliar e ensinar também é dela. “Estou alfabetizando o meu filho mais novo, mas são muitas dificuldades, inclusive a internet, que não ajuda muito”.

Ronda Coronavírus: Adriana Luíza, moradora da Rubens Vaz

Adriana Luíza, moradora da Rubens Vaz,  é mãe de 3 filhos, e conta como está o desafio de auxiliá-los nas tarefas escolares.

Avaliação das escolas públicas e privadas

A Defensoria Pública divulgou publicamente um questionário para os responsáveis de escolas públicas e particulares do Estado do Rio de Janeiro para entender melhor os direitos dos estudantes e suas famílias. O convite veio junto a declaração “Sabemos que as aulas pela internet não são acessíveis a todas as pessoas. Além disso, temos conhecimento das dificuldades financeiras de muitas famílias. Para que a Defensoria possa agir cada vez melhor sobre esses problemas, é importante que o máximo de pessoas responda este questionário”.

Nene do Zap

Às vezes é difícil saber o que fazer quando a nenezada reage de um jeito diferente. E para tentar controlar nossas mudanças de humor e temperamento, muitos adultos acabam mudando a forma de lidar com as coisas também. O problema é que às vezes isso vem acompanhado daquela culpa. Mas o importante é perceber que não são só os pequenos que estão no meio desse turbilhão de emoções! Confira na dica de hoje do Nenê do Zap.

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