Cidades não são pensadas para as mulheres, dizem debatedoras

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Foto: Karina Donaria – AMaréVe

Roda de conversa debate estratégias para uma melhor qualidade de vida para as mulheres

Em 18/11/2018 – Por Hélio Euclides

A mesa “É possível e necessária uma cidade segura e humana para as mulheres” foi mediada por Isabela Sousa, diretora de projetos de artes e território do Observatório de Favelas, e contou com a participação de Cristina Buarque, economista e pesquisadora; Kalpana Viswanath, co-fundadora e presidente da Safetipin; e Renata Jardins, advogada e integrante da Themis.

“É necessário pensar nas pequenas coisas, como as barras dos ônibus, que são altas, que foram pensadas para os homens. Precisamos pensar numa cidade inclusiva, com um planejamento para as mulheres, onde elas possam circular sem medo, essa deve ser uma reflexão global”, comenta Kalpana.

Para Cristina a questão vai mais além. “O tema cidades humanizadas é necessário para torná-las seguras para mulheres. Mas também é necessário se pensar no campo, para os direitos rurais na fazenda e na agricultura familiar”, diz Cristina.

Renata explicou o projeto que a Themis criou. “Lá, em Porto Alegre, temos uma experiência de rodas de conversas para o enfrentamento da violência. Criamos um aplicativo que liga a mulher aos órgãos de segurança pública e serviços necessários. É preciso pensar em mecanismos para a luta contra a violência contra a mulher, contra a cultura machista e racista da sociedade”, afirma Renata.

Isabela encerrou a mesa com desafios. “Precisamos andar tranquilas nas cidades, com igualdade e justiça. A nossa luta não é para substituir o homem, e sim ter o nosso espaço. Penso no que fala a Eliana Sousa [da Redes da Maré], de que precisamos de diálogos e estratégias presentes na nossa luta”, enfatiza Isabela.