Redes da Maré lança nesta quinta-feira, 21, o 3º Boletim pelo Direito à Segurança Pública na Maré

O lançamento contará com a presença de estudiosos do assunto e de pesquisadores responsáveis por sua elaboração

Com o objetivo principal de chamar a atenção para o quadro de violações dos direitos fundamentais dos 140 mil moradores da Maré (o que se dá em consequência tanto da ação das forças policiais, quanto da de por grupos civis armados), a Redes da Maré lança na próxima quinta-feira, 21, o 3º Boletim pelo Direito à Segurança Pública da Maré (ano de referência 2018). O documento disponibiliza um conjunto de dados e análises sobre o quadro da segurança na região e visa ser um instrumento para ajudar a repensar a atual política de Segurança Pública para o território.

Os dados foram coletados de janeiro a dezembro de 2018 e tiveram como base pesquisas realizadas por profissionais da Redes, que fazem cobertura dos confrontos e acompanham os desdobramentos dos casos registrados; relatos de moradores, que procuram o serviço de orientação sociojurídica da Redes para denunciar violações de direitos; informações publicadas na imprensa; e por notícias veiculadas pelas assessorias de comunicação das polícias Militar e Civil e das Secretarias Municipais de Saúde e de Educação do Rio de Janeiro.

Entre os muitos dados e análises que podem ser conferidos no 3º Boletim pelo Direito à Segurança Pública da Maré, está o aumento da letalidade nas operações policiais no território, mesmo sob a Intervenção Federal: em 2017, foram realizadas 41 operações, que resultaram em 21 homicídios; em 2018, foram 16 operações (14 no período da intervenção), nas quais foram mortas 19 pessoas, inclusive dois adolescentes.

Outro dado relevante está na expectativa de vida. Um brasileiro vive em média 74 anos. Na Maré, a média de idade de quem morre por arma de fogo é de 24. São 50 anos de vida a menos., muitos sonhos interrompidos.

Para analisar esse e demais dados apontados pelo Boletim, estarão presentes no lançamento Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESec); Pedro Strozenberg, pesquisador e ouvidor-geral da Defensoria do Rio de Janeiro; e Rayanne Soares, moradora da Maré e integrante do Fórum Basta de ViolênciaOutra Maré é Possível. A conversa será mediada pela pesquisadora da Redes da Maré e responsável pelo projeto do qual derivou o boletim, Thaís Custódio.  Edson Diniz, diretor da Redes, e Lidiane Malanquini, coordenadora do Eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça, estarão presentes e à disposição da imprensa.

Serviço:

A Redes de Desenvolvimento da Maré é uma organização da sociedade civil que se dedica à promoção de uma rede de desenvolvimento sustentável, voltada para a transformação estrutural do conjunto de favelas da Maré. (www.redesdamare.org.br)

O quê: Lançamento do 3º Boletim pelo Direito à Segurança na Maré (2018)

Quando: Quinta-feira, 21 de fevereiro, às 15h.

Onde: Centro de Artes da Maré (CAM), Rua Bittencourt Sampaio, 181, Maré

(Bem próximo da Passarela 10 da Av. Brasil)

Assessoria de Imprensa:

Eliane Salles (21) 98787-6632/eliane@redesdamare.org.br

Jessica Pires (21) 98138-9796 /jessica@redesdamare.org.br

Daniele Moura: (21) 98886-0892/ danirmoura@redesdamare.org.br

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