A importância da Vacina

Vacinação da Maré avança: mais de 36 mil pessoas receberam a primeira dose da vacina – Foto: Douglas Lopes

A importância da Vacina

Imunização em massa é a única forma de conter doenças

Maré de Notícias #126 – julho de 2021

Por Edu Carvalho

Não há quem não tenha um cartão de vacinação para chamar de seu. Seja a senhorinha mais idosa ou o recém-nascido ainda na maternidade, as trajetórias se encontram em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), os conhecidos postos de saúde. 

Imunizar-se é um hábito individual que preserva a vida e coletivo que protege toda uma nação. É do naturalista e médico franco-inglês Edward Jenner a descoberta da primeira vacina, em 1749. À época, uma das doenças mais temidas do planeta era a varíola, que matava cerca de 400 mil pessoas por ano. No Brasil, o médico e sanitarista Oswaldo Cruz se destacou por seu trabalho no Rio de Janeiro no combate à varíola que dizimava a população da cidade – muitos, porém, se recusaram a tomar a vacina. Houve muita tensão e medo, o que originou a chamada Revolta da Vacina, em 1904.

O sanitarista brasileiro dá nome a uma instituição, vizinha da nossa Maré: a Fundação Oswaldo Cruz (ou Fiocruz) que é uma das entidades mais renomadas e conhecidas mundialmente por seu trabalho de pesquisa e produção de remédios e vacinas por meio do seu Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). Essa não é a única instituição produtora de imunizantes no país; outra organização também famosa é o Instituto Butantan, com sede em São Paulo. Quase desconhecida, completa o trio de produtores de vacinas a Fundação Ezequiel Dias, em Minas Gerais.

Quais são as vacinas que o Brasil aplica?

O Brasil disponibiliza gratuitamente, através do Programa Nacional de Imunizações (PNI), vacinas contra sarampo, tuberculose, tétano, difteria, coqueluche, hepatite B, meningite, febre amarela, tuberculose, rubéola, poliomielite e caxumba, entre outras. 

Desde o início de 2021, com a chegada das vacinas contra a covid-19, as bases do PNI foram usadas para dar início à imunização dos brasileiros. A distribuição das vacinas contra a covid-19 aos estados ocorre semanalmente, de acordo com as entregas dos laboratórios contratados.“O processo de distribuição das vacinas contra a covid-19 é como o de qualquer outro imunizante. O grande diferencial é que, nesse caso, distribuímos as doses de acordo com as entregas dos produtores e a necessidade de estados e municípios, dentro da lógica dos grupos prioritários, que possuem maior risco ou maior exposição ao vírus”, explicou o secretário de Vigilância Sanitária Arnaldo Medeiros, , responsável pelo programa dentro do Ministério da Saúde, ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). 

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) é o documento orientador desse processo. Nele, há a descrição das vacinas usadas no momento, orientações sobre a aplicação das doses e as estratégias para se atingir o público-alvo da campanha.

Até o momento, mais de 105 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram distribuídas pelo Ministério da Saúde para as 27 unidades federativas. São mais de 600 milhões de doses contratadas para garantir a imunização de mais de 160 milhões de pessoas maiores de 18 anos até o fim de 2021.

 O imunizante contra o coronavírus foi desenvolvido em apenas oito meses, usando técnicas já bem fundamentadas pela medicina ou empregando algumas das tecnologias usadas no combate ao câncer, e que estão sendo estudadas para serem aplicadas em vacinas contra o HIV e a dengue. 

Por que devo me vacinar?

Quem não se vacina arrisca tanto a própria saúde como a de familiares e pessoas em seu entorno, além de contribuir para aumentar a circulação de doenças e fazer ressurgir aquelas que já foram erradicadas, como a poliomielite. Por conta da recusa de grupos de pessoas em se vacinar, o sarampo voltou a circular, dois anos depois de ser considerado erradicado do país. 

Pessoas vacinadas impedem os vírus de se propagarem, protegendo aqueles que não podem ser imunizados, como bebês de até um ano, quem tem doenças como lúpus ou aqueles alérgicos a componentes das vacinas.

É importante acompanhar os calendários de vacinação disponibilizados pelo Ministério da Saúde através das secretarias estaduais e municipais. Quando for a sua vez, não deixe de se vacinar. Só assim será possível deter o avanço do novo coronavírus. 

Veja nos postos da Maré as vacinas disponíveis – Foto: Douglas Lopes

Conheça as vacinas do Programa Nacional de Imunização:

Crianças: https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2021/junho/09/calendario-de-vacinacao-2020_crianca.pdf
Adolescentes: https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2021/junho/09/calendario-de-vacinacao-2020_adolescente.pdf

E no site da Sociedade Brasileira de Imunizações você encontrará o calendário para todas as idades: https://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao

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