Corpos Visíveis debate feminismo e diversidades

Corpos Visíveis debate feminismo e diversidades

Mostra  de multilinguagens artísticas chega à segunda edição 

Por Redação, em 27/08/2021 às 07h

No próximo domingo, dia 29 de agosto, Dia da Visibilidade Lésbica, acontece a segunda edição do Mostra Corpos Visíveis, protagonizado por produção feminina, e que desde a primeira edição, tem como premissa debater feminismo e diversidade. O evento, desta vez online, destaca e reflete sobre a presença de mulheres nas artes, do backstage ao palco. A exibição da nova edição vai acontecer no canal do Youtube da ColetivA DELAS, a partir das 19h.

A 2ª Edição da Mostra de Multilinguagens Corpos Visíveis: Arte e Diversidade, será transmitida pelo YouTube da ColetivA DELAS, e reunirá artistas da música, da performance e do teatro, por meio de shows, projeções ao vivo, clipes, videoarte e performances  teatrais, além de depoimentos das artistas e equipe composta majoritariamente por mulheres e LGBTQIA+ acerca dos debates de gênero e  diversidade sexual.  

Online e gratuita, a Corpos Visíveis apresentará uma curadoria diversa, com grandes nomes femininos da música  que vão do rap ao tecnobrega, tais como: Mahmundi, cantora, compositora, produtora musical e instrumentista, que teve seu disco indicado ao Grammy Latino de 2019 e venceu na categorias de produtora musical do prêmio WME, no mesmo ano, também produziu e participou de faixas de Artistas diversos como Liniker, Linn da Quebrada e Diogo Nogueira; Camila Guiaz,  artista pop, transexual, com  vasto material autoral, experimentando diferentes estilos como MPB, pop rock, rap e reggae; Keila, cantora compositora e dançarina, uma das principais representantes do Tecnobrega Paraense no Brasil, que durante 10 anos integrou a Gang do Eletro onde colecionou alguns feitos como apresentação na abertura dos jogos olímpicos 2016, músicas em trilhas de Novelas e Filmes, além de dois prêmios Multishow, já dividiu palco com Caetano Veloso e participou do  Rock in Rio em 2019; Lourena,  jovem carioca de família baiana que interpretou sucessos que estouraram como “ Dizeres” com o rapper Sant, que possui 100 milhões de visualizações no Youtube  e  “MeIhor Forma”, com o grupo Poesia Acústica,  que já passa de 190 milhões de visualizações no Youtube e mais de 50 milhões de  streamings no Spotify.

Mais que um evento pontual

Idealizada por Karla Suarez, Karina de Abreu e Sophia Prado, Diretoras da ColetivA DELAS, a Mostra Corpos Visíveis nasceu da criação coletiva e colaborativa com o intuito de promover a empatia, a sustentabilidade, a acessibilidade e a arte como ferramenta central para a administração das dores e a preservação dos direitos e da vida das mulheres e LGBTQIA+.

A Corpos Visíveis é uma mostra sobre feminismo, transgeneridade e diversidade sexual, que visa combater o machismo e a LGBTfobia através do arte. Realizada pela ColetivA DELAS em parceria com produtores culturais e coletivos LGBTIs , periféricos e feministas. A ColetivA é um hub criativo  que atua  desde  2016  produzindo  experiência, conteúdos digitais e audiovisuais  para impactar mulheres e LGBTIA+. Muito mais que um festival, a Corpos busca ser um ponto de diálogo e conexão  entre as vozes e rostos criativos do país, unindo suas raízes em um projeto que amplia a visibilidade da mulher e LGBTIA+ frente a produção cultural onde mulheres são protagonistas. 

Censura na primeira edição

A primeira edição ocorreu em junho de 2018 e reuniu mais de 2 mil pessoas, entre o Parque Madureira e a Fundição Progresso   e contou com grande mobilização social e artística tornando-se mais do que um evento ou um projeto pontual. Desde o evento, o coletivo de artistas e produtores envolvidos em sua realização, foi convidado a participar de diversas atividades, além de ter sido tema de artigos e outros trabalhos acadêmicos.

Na sua primeira edição o evento sofreu censura do ex-prefeito Marcelo Crivella. Na ocasião, ele publicou um vídeo em seu perfil no Facebook em que afirmou que, na administração dele, “nenhum espetáculo, nenhuma exposição vai ofender a religião das pessoas”.  A peça “O Evangelho Segundo Jesus, rainha do Céu”, da dramaturga britânica Jo Clifford e com direção de Natalia Mallo, apresenta Cristo interpretado pela atriz Renata Carvalho, que é transexual. A exibição, transferida para a Fundição Progresso devido à censura, reuniu centenas de espectadores.Três anos depois do sucesso da primeira edição, a Corpos Visíveis está de volta. A segunda edição da Mostra foi contemplada na Lei Aldir Blanc, a partir do edital “Retomada Cultural RJ” – Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

2ª Edição Mostra Corpos Visíveis

Quando: 29 de Agosto
Horário: 19h
Onde: Online no Youtube

Instagram: https://www.instagram.com/corposvisiveis/ 

Facebook: https://www.facebook.com/corposvisiveis/ 

Site: https://corposvisiveis.wixsite.com/2018 

MAIS INFORMAÇÕES À IMPRENSA: julianaportellas@gmail.com

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Edu Carvalho

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