Dia 13 de maio é marcado por manifestações em todo o país

Cartaz com o lema da manifestação organizada pela Coalizão Negra Por Direitos. Foto: Amanda Pinheiro

Dia 13 de maio é marcado por manifestações em todo o país

Ativistas foram às ruas em cidades do país, Estados Unidos e Inglaterra no Dia Nacional da Denúncia contra o Racismo protestar contra o genocídio da população negra

Por Amanda Pinheiro, em 13/05/2021 às 20h30
Editado por Andressa Cabral Botelho

Gritos, raiva, tristeza, indignação e sede de justiça. Esses foram os sentimentos de quem esteve presente no ato neste dia 13 de maio, uma semana depois da chacina do Jacarezinho, que vitimou 28 pessoas. Além da cidade do Rio, o ato aconteceu em diversas cidades em todas as regiões do país, e em cidades como Nova Iorque e Londres, reforçando a importância das vidas negras, justamente no dia que os movimentos negros brasileiros celebram o Dia Nacional da Denúncia Contra o Racismo.

Entre as presentes, estavam as mães de Manguinhos, de Costa Bastos e da Maré, que deram apoio e falaram ao microfone disponibilizado pela Coalizão Negra por Direitos, organizadora do protesto. Bruna Silva, mãe de Marcus Vinícius foi uma das que falaram:

“A gente não tem o direito de comemorar o dia das mães. Mas gostaria de dizer que quanto mais matam, mais mães se levantarão. Só que estamos cansadas de tanta morte. Chega de chacina, chega de operações! Meu filho foi morto quando estava indo para a escola e me perguntou o que ele fez para a polícia. Isso tem que acabar”, disse Bruna Silva. Com faixas, máscaras e bandeiras, centenas de pessoas caminharam da Candelária até a Cinelândia pedindo por justiça e pelo fim do genocídio e operações policiais. 

Wesley Teixeira, que faz parte da Coalizão Negra por Direitos, afirmou que o ato é só o início de um grande movimento. “O ato é para nós como foi a Marcha das Mulheres Negras: o começo. No início da pandemia, cobramos vacina e auxílio emergencial. Não o suficiente, o Estado vem na favela e nos mata. Então, temos que vir para a rua e garantir a nossa sobrevivência, coisa que o movimento negro faz há mais de 400 anos nesse país”, disse. 

Registro durante a manifestação na Cinelândia. Foto: Amanda Pinheiro

Andressa Cabral Botelho

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