Fiocruz tem liberação para importar 2 milhões de vacinas

Reuters/Dado Ruvic

Primeiro lote deve ser entregue entre 8 e 12 de janeiro 

Por Edu Carvalho, em 04/01/2021 às 11h15

Editado por Andressa Cabral Botelho

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um pedido de importação excepcional de 2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A decisão ocorreu no dia 31 de dezembro de 2020, mesmo dia em que o pedido de importação foi protocolado pela Fiocruz. A indicação é que as vacinas cheguem ao país ainda neste mês de janeiro.

No Brasil, a Fiocruz é responsável por produzir a vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. “As doses importadas foram fabricadas pelo Serum Institute of India PVT. LTD, que é uma das empresas participantes do Covaxx Facility, o programa de aceleração e alocação global de recursos contra o novo coronavírus co-liderada pela OMS”, informa nota da Anvisa.

A Fiocruz será a responsável por produzir a vacina no Brasil, sob licença. O governo já fechou acordo com o AstraZeneca para a compra de 100 milhões de doses. Na nota divulgada, a fundação reitera que, até julho de 2021, “entregará 110,4 milhões de doses ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, sendo a primeira entrega, de um milhão de doses, na semana de 8 a 12 de fevereiro”. “Com a incorporação da tecnologia concluída, a Fiocruz terá a capacidade de produzir mais 110 milhões ao longo do segundo semestre de 2021”, diz a instituição.

Rio já tem plano de vacinação para covid-19

Em coletiva realizada no último domingo, dia 03/01, a Prefeitura do Rio afirma começar a vacinação ainda em janeiro. Foi o que disse o secretário municipal de saúde Daniel Soranz. O objetivo do município é criar 450 postos de aplicação do imunizante, aproveitando a estrutura das Clínicas da Família, que são unidades municipais de atenção básica de saúde. A expectativa é que 2,6 milhões sejam vacinados nas primeiras 4 fases de vacinação, todas pertencendo aos prioritários, como idosos, profissionais de saúde, indígenas e quilombolas.

Veja abaixo as características de cada grupo:

Primeira fase: trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas; população indígena aldeada em terras demarcadas; povos e comunidades tradicionais ribeirinhas.

Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos.

Terceira fase: pessoas com comorbidades.

Quarta fase: professores e profissionais das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e outros trabalhadores de serviços essenciais.

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