Governo Federal atende 16 associações de moradores e debate ações para a Maré

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A ação integrada de políticas públicas no território da Maré realiza seus primeiros encontros nos dia 25 e 26/10 no Rio de Janeiro

Dezesseis associações de moradores do conjunto de favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, encaminharam ofício à Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) solicitando uma série de ações do governo federal que possam beneficiar a população da Maré. Para discutir as ações, representantes dos 9 ministérios envolvidos vão ao Rio nesta quarta-feira (25/10). As ações serão coordenadas pela Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da SGPR.

Entre os pedidos das associações estão ações relacionadas aos direitos socioambientais, direitos urbanos, habitação, acesso à justiça, segurança pública, saúde, educação, assistência social, segurança alimentar, igualdade racial, arte e cultura, comunicação e internet, esporte e lazer, direitos humanos de públicos específicos e direitos das mulheres.

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O encontro entre representantes do governo federal e dos moradores foi realizada na residência oficial da Fiocruz, em Manguinhos, às 9h desta quarta-feira, 25 de outubro. Às 14h acontece uma reunião com os representantes que atuam no território, além de universidades públicas da cidade.

Estiveram presentes representantes das associações de moradores, representantes da Redes da Maré e outras organizações do território.

Já na quinta-feira (26), o encontro dos representantes com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, será na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, às 9h.

Raphael Vicente, jovem morador, produtor de conteúdo e ator também marcou presença na reunião e destacou os impactos das operações policiais no cotidiano e no acesso à direitos fundamentais dos moradores como a educação, o acesso à lazer e saúde mental e chamou atenção para a necessidade do encontro não ser apenas mais um, e ter efetividade nos encaminhamentos. “A gente sabe o quanto de dinheiro que é investido em operação policial e o quanto isso não vai pra educação. As ongs que estão ali dentro fazendo o papel dos políticos. É muito triste eu ter que usar minha visibilidade pra algo que os moradores estão gritando a muito tempo”, destacou Raphael.

Como encaminhamentos do encontro desta quarta-feira, os representantes dos ministérios ficaram com o compromisso de entregar a carta aos ministros com a expectativa de um retorno por meio de um instrumento de trabalho dos ministérios; a articulação com a prefeitura e o estado do Rio de Janeiro; o desdobramento de reuniões de trabalho dos ministérios em diálogo com o território e a articulação de ações locais com entidades e universidades.

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