Maré tem encontro para debater meio ambiente e direito à cidade

Foto: Douglas Lopes

Maré tem encontro para debater meio ambiente e direito à cidade

O Encontro Preparatório do Rio de Janeiro para a Conferência Popular pelo Direito à Cidade contou com a participação da juventude, moradores e instituições locais.


Por Samara Oliveira em 18/04/22. Editado por Daniele Moura.

A Maré recebeu no dia (14/04), o Encontro Preparatório do Rio de Janeiro para a Conferência Popular pelo Direito à Cidade. A iniciativa promovida pela Redes da Maré, por meio  do eixo de Direitos Urbanos e Socioambientais, contou com a participação da juventude, moradores e instituições locais.

Com o objetivo de construir a “Maré que Queremos” – nome dado ao evento –  a partir de propostas elaboradas acerca dos temas de direitos urbanos, ambientais e saneamento básico no território, os debates serão incorporadas às propostas da Conferência Popular pelo Direito à Cidade no âmbito nacional.

A coordenadora do eixo Dusa, Shyrley Rosendo, comenta a necessidade da participação dos moradores mareenses no evento. “Acredito que esse processo seja muito importante para nós da Maré. É uma oportunidade de dividir nossos problemas e soluções, mas também de falar com eles sobre outras favelas apontando que para obtermos uma cidade justa precisamos incluir as periferias nesse debate.”  

A coordenadora também ressalta a importância de pertencimento do território enquanto um lugar de retorno em serviços para a população. “Entendo como oportunidade de pensar uma cidade como algo mais ampliado. Ou seja, a cidade não pode ser lugar apenas do trabalho, mas do encontro, do lazer, da saúde, da educação”.

Ruth Osório, articuladora do projeto Cocôzap, desenvolvido pelo Data_lab sobre monitoramento e incidência política com ênfase no saneamento básico, também enfatiza a importância da construção popular para o desenvolvimento do território. “É muito marcante esse tipo de evento para a Maré porque sempre tivemos um histórico de problemas ambientais. Tudo que temos hoje aqui é fruto da luta dos moradores e dos movimentos articulados. A maior importância disso é como a gente que conhece essas questões e vive essa realidade, também está pensando soluções para esses problemas”.

O evento contou com o apoio do Observatório de Favelas e Data_Lab. 

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Daniele Moura

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