Mulheres Protagonistas: Projeto lança mapeamento de mães trabalhadoras das artes

Mulheres Protagonistas: Projeto lança mapeamento de mães trabalhadoras das artes

Observatório de Favelas apresenta neste dia 26, catálogo que reúne informações de cerca de 100 mulheres do estado do RJ, profissionais das artes

Por Renata OliveiraObservatório de Favelas, em 27/01/2022 às 09h45

O Observatório de Favelas lançou ontem (26/1) a publicação ‘Mulheres Protagonistas: Mães trabalhadoras das artes”. A apresentação do mapeamento aconteceu de maneira online, junto com o encontro com mulheres artistas. Sobre o tema Mulheres Protagonistas mães trabalhadoras das artes – Artistas SIM!, o bate papo virtual contou com a participação da artista multimídia Agrade Camiz e da professora e mestre em Letras, Luana Rodrigues com mediação da educadora e pesquisadora Mara Pereira.

O projeto Mulheres Protagonistas tem como principal objetivo fortalecer as discussões sobre a importância da mulher na sociedade, proporcionando condições para a conscientização dos desafios a serem enfrentados.

A publicação conta com mapeamento que reúne informações de trabalhadoras das artes e que são mães, residentes no estado do Rio de Janeiro, com finalidade de dar visibilidade a atuação destas profissionais. São informações de perfil e contato de 98 mulheres produtoras, educadoras, artistas, curadoras, entre outras profissões, que se dividem entre a missão de dar vida aos palcos, bastidores e a maternidade.

Segundo Rebeca Brandão, coordenadora de Desenvolvimento Institucional do Observatório de Favelas, o Programa Mulheres Protagonistas nasce a partir de 2018, após um projeto musical desenvolvido na Arena Carioca Dicró, o Lab Dicró, em que percebeu-se que de 50 inscrições, apenas 3 grupos tinham presença feminina e 1 grupo era composto majoritariamente por mulheres. Surgiu então a preocupação da equipe que coordenava o projeto sobre a pouca participação feminina e perguntas sobre quais eram as questões que faziam as mulheres assumirem menos posições de protagonismos dentro da cadeia produtiva das artes. Foi então que nasceu o programa Mulheres Protagonistas, que promoveu durante todo o ano de 2019, encontros de formação, eventos e visibilização do trabalho artístico de mulheres.

“Durante o desenvolvimento do programa em 2019, identificamos que parte deste protagonismo dividido era por conta das funções domésticas e começamos a pensar como oportunizar que mais mulheres pudessem ocupar mais lugares de destaque dentro da indústria cultural e criativa. E estamos resgatando este programa agora com temática específica que é a maternidade, para dar visibilidade às mulheres que são mães e trabalhadoras das artes e então vamos oferecer este mapeamento.” – destacou Rebeca Brandão

Nesta edição o ‘Mulheres Protagonistas’ realizou quatro lives desde outubro passado, reunindo duplas de mães trabalhadoras das artes e moradoras de favelas e periferias do Rio de Janeiro. Durante este período, profissionais de todo o estado foram convidadas a participar do projeto, preenchendo o formulário que deu origem ao catálogo com o mapeamento de mães trabalhadores das artes.

A segunda edição de Mulheres Protagonistas – mães trabalhadoras das artes é uma realização do Observatório de Favelas, através do eixo de Arte e Território, com apoio da Fundação Heinrich Boll.

Sobre o projeto Mulheres Protagonistas

Em 2019, as mulheres colaboradoras do Observatório de Favelas se reuniram no palco da Arena Carioca Dicró, espaço cultural que a organização é cogestora com a Secretaria Municipal de Cultura, com outras dezenas de mulheres para se questionarem juntas sobre a baixa adesão de projetos artísticos protagonizados por mulheres nos editais públicos de residência de curta duração do equipamento.

O debate público ali iniciado foi a primeira edição do programa Mulheres Protagonistas que no seu primeiro ano realizou cerca de 15 atividades e mobilizou mais de 500 pessoas, contando com espetáculos e oficinas em parceria com a unidade Ramos do Sesc Rio e com espaços de diálogos com Taísa Machado, criadora do AfroFunk; a rapper Nega Giza; e Eliana Silva, curadora do Festival das Mulheres do Mundo no Brasil, entre outras.

Lançada em 2021, a segunda edição do Mulheres Protagonistas tem como foco as Mães Trabalhadoras da Cultura. De outubro/21 até janeiro/22 foram realizados 4 encontros online com duplas de artistas, curadoras, produtoras e educadoras. Fechando o ciclo de encontros, o Mapeamento Mães Trabalhadoras da Artes visibiliza a atuação, potência e desafios desse público na cena cultural do Rio de Janeiro.

Sobre o eixo de Arte e Território

Acredita-se na centralidade política da cultura e da arte para a construção de um projeto transformador da cidade. Esse é o eixo mais recente da atuação pública do Observatório de Favelas, cujos projetos se construíram a partir do entendimento de que práticas culturais e artísticas podem nos levar ao fortalecimento da democracia e à redução de desigualdades. Neste sentido, as iniciativas buscam impactar políticas públicas de arte e cultura, evidenciando favelas e periferias como territórios de formação, difusão, produção e mobilização criativas; ao mesmo tempo que afirmam linguagens artísticas diversas como ferramentas de visibilização de sujeitos, territórios e questões periféricas.

Sobre o Observatório de Favelas

Criado em 2001, o Observatório de Favelas é uma organização da sociedade civil sediada no Conjunto de Favelas da Maré e atuação em escala nacional. Dedica-se à produção de conhecimento e metodologias visando incidir em políticas públicas sobre as favelas e promover o direito à cidade. Fundado por pesquisadores e profissionais oriundos de espaços populares, tem como missão construir experiências que contribuam para a superação das desigualdades e o fortalecimento da democracia a partir da afirmação das favelas e periferias como territórios de potências e direitos. Atualmente, tem em andamento projetos, divididos em cinco áreas: Arte e Território, Comunicação, Direito à Vida e Segurança Pública, Educação e Políticas Urbanas. Site – observatoriodefavelas.org.br

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