Por segundo ano consecutivo, realizadores da Via Sacra da Rocinha promovem exibição online de documentário sobre o espetáculo

Por segundo ano consecutivo, realizadores da Via Sacra da Rocinha promovem exibição online de documentário sobre o espetáculo

Por Leandro Lima, FaveladaRocinha.com, em 02/04/2021 às 10h15

De hoje, sexta-feira, 2/4, até domingo, 4/4, será exibido de forma online o documentário “Via Sacra da Rocinha: arte e resistência na favela” na plataforma Innsaei.tv, como forma de resistir ao período da pandemia. Esta é o segundo ano que o filme é exibido, por decisão dos realizadores do maior espetáculo teatral de rua do Rio de Janeiro: a Via Sacra da Rocinha.

O link para acesso será disponibilizado a partir das 18 horas da Sexta-feira da Paixão nas redes sociais do documentário (viasacradarocinha.filme), ficando liberado o acesso gratuito por 48 horas.

O texto da peça é “O homem de Nazaré – a via sacra de hoje”, escrito por José Maria Rodrigues, como tradicionalmente acontece toda Sexta-feira da Paixão, desde 1992. É pela grandeza e importância da Via Sacra da Rocinha que a Cia de Teatro Roça CaçaCultura, responsável pela realização da peça, e a TV Tagarela, produtora do documentário, celebram mais essa parceria para oferecer ao público outra perspectiva  desse espetáculo favelado que é Patrimônio Cultural e Imaterial da cidade do Rio de Janeiro.

Entre os anos de 2017 e 2018 a Rocinha foi destaque nos noticiários e manchetes que colocaram em pauta a disputa territorial pelo controle do tráfico numa das maiores favelas da América Latina. Foi nesse cenário que a Via Sacra da Rocinha chegou a sua 26º edição com a proposta de denunciar as diversas formas de violência vivenciadas pelos favelados, tendo como questão central os problemas que afetam a rotina da cidade carioca, sobretudo, as periferias. O documentário “Via Sacra da Rocinha: arte e resistência na favela” vem mostrar a história desse espetáculo teatral de rua que contextualiza temas relevantes da contemporaneidade e o processo de criação que resultou na expressiva encenação de 2018, reafirmando a arte como contraponto a violência.

Edu Carvalho

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