Ronda Coronavírus: Com dados equivocados, Crivella participa de debate pela prefeitura do Rio

Prefeito diminuiu número de mortos por covid-19 e ignorou falta de medicamentos em hospitais

“Nós perdemos 8.000 pessoas, mas nenhuma delas por falta de equipamentos, médicos ou remédios.” Esta fala foi feita pelo atual prefeito, Marcelo Crivella, na noite de quinta-feira (01) durante o debate para a prefeitura do Rio de Janeiro. No mesmo dia, o Painel Rio COVID-19, com dados coletados pela Prefeitura, registrou o total de 11.024 mortes na cidade, além das 229 mortes que aguardam confirmação. 

Já a taxa de ocupação dos leitos de UTI para covid-19 na rede SUS, na capital, no dia 02 de outubro, é de 75% – tanto unidades municipais, estaduais e federais. E a rede  rede privada também contabiliza alta:  90% dos leitos para covid-19 estão ocupados, segundo Graccho Alvim, diretor da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro.

Ao longo da crise da saúde, médicos relataram – e continuam relatando –  falta de medicamentos em diversos hospitais, como no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, e também em Centros Municipais de Saúde como o da Vila do João. Isso sem contar com a  demissão de 7 médicos do Hospital Municipal Lourenço Jorge, em abril, por falta de condições de trabalho. Também em abril, médicos de hospital da Zona Oeste alertaram que, por falta de respiradores, a equipe teria que selecionar quais pessoas deveriam usar os respiradores e quais poderiam vir a óbito. Situação dramática que ainda acontece em muitas unidades de saúde da cidade.

Após 17 dias de média móvel de mortes em alta, o número voltou a cair no estado, chegando a 1.179 na noite de quinta-feira (01). O estado do Rio totaliza hoje (02/10) 270.395 casos confirmados e 18.665 mortes por covid-19. Desses, 106.078 casos e 11.077 mortes são na capital, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. O Brasil tem registrado de março até agora 145.431 óbitos, 664 de ontem para hoje, além de 4.882.231 casos confirmados, 33.002 nas últimas 24h. No mundo, já são mais de 1 milhão de mortos e 34,4 milhões de casos confirmados da doença.

Nova fase da reabertura

Mesmo com os números em alta, a Prefeitura inicia a partir de 01 de outubro a fase 6B do plano de retomada de atividades da cidade, que terá duração de 15 dias de avaliação. O prefeito espera consciência da população – que já demonstrou não ter em praias e bares lotados –  e que usem máscara, mantenham a higienização e evitem aglomerações. 

Na fase 6B terão autorização para retorno:

  • Casas de show, com venda de ingressos pela internet, lugar marcado e limitação de 50% da capacidade de público;
  • Música ao vivo em bares e restaurantes, mas sem pistas de dança (boates ainda não têm permissão de funcionar).;
  • Cinemas e teatros podem vender comida e bebida e funcionar com 50% da capacidade;
  • Lonas e arenas culturais voltam a funcionar respeitando o distanciamento;
  • Casamentos, batizados e casas de festas infantis podem retornar com restrição de ⅓ da capacidade;
  • Eventos de entretenimento em espaços abertos e fechados com 50% da capacidade, com exceção de rodas de samba e quadras de escolas de samba;
  • Feiras de artesanato, como a Feira do Lavradio, que já está liberada para acontecer no próximo sábado (03/10).

Como lidar com o novo normal?

Enquanto a vacina não chega, essa é a pergunta que foi feita nesta edição do podcast Maré em tempos de coronavírus. Eliana Sousa, diretora da Redes da Maré,  conversou com a psicóloga e moradora da Maré Fernanda Vieira e Maria Clara, também moradora da Maré, sobre como elas têm lidado com esse momento. Confira mais no perfil da Redes da Maré no Spotify.

#Praiou

Com mais de 10,6 mil menções no Twitter e máxima de 41°C (Climatempo) nesta manhã de sexta-feira (02), a praia foi o destino de muitas pessoas na cidade do Rio. Lembrando que embora as areias estivessem sem espaço, ainda é proibido a permanência na areia com cadeiras ou cagas, assim como também não é permitida a venda de bebidas alcoólicas e o aluguel de cadeira e guarda-sol na areia da praia.

Volta às aulas

A Justiça do Rio autorizou o retorno às aulas da rede privada a partir de 01° de outubro. Cabe ao município fiscalizar a implementação dos protocolos de saúde, assim como vai ser de responsabilidade municipal garantir a continuidade do ensino remoto aos alunos e responsáveis que assim preferirem. A rede pública ainda não tem previsão de retorno. 

Nenê do Zap

Não são apenas as mamães que precisam interagir com os nenês. A presença dos papais desde o início de suas vidas é muito importante para o desenvolvimento dos pequenos. Saiba mais na dica de hoje.

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