Secretaria de Saúde do Rio investiga suspeita de aplicação de vacinas fora da validade; até o momento, nenhuma unidade aplicou doses vencidas

REUTERS/Amanda Perobelli

Secretaria de Saúde do Rio investiga suspeita de aplicação de vacinas fora da validade; até o momento, nenhuma unidade aplicou doses vencidas

Ao todo, 741 pacientes foram investigados e outros 15 permanecem sob avaliação

Por Edu Carvalho, em 05/07/2021 às 7h

No último sábado (03/7), a Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que, após uma verificação dos dados de todos os 756 casos de vacinação com suspeita de aplicação de doses fora da validade, constatou que nenhuma de suas unidades aplicou doses vencidas.

O comunicado foi feito nas redes sociais da Secretaria, que desde a tarde de sexta-feira (02/7) vem recebendo mensagens sobre vacinas que poderiam tem passado da validade, como publicou a Folha de São Paulo, que identificou pelo menos 26 mil doses vencidas de oito lotes da vacina AstraZeneca aplicadas em diversos postos de saúde do país até 19 de junho. A campeã no uso de vacinas vencidas é Maringá, que aplicou em 3.536 pessoas uma dose da AstraZeneca fora da validade

Ainda segundo a Saúde, foram contactados 741 pacientes e em nenhum desses casos houve aplicação de dose fora da data de validade do imunizante. ”Os registros desses casos continham erros no sistema e a grande maioria já foi corrigida. Os demais estão em processo de ajuste”, traz a publicação.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável por produzir a vacina AstraZeneca no Brasil, afirma que os lotes citados no texto não foram produzidos pela Fundação. Leia abaixo o comunicado da instituição:

”Parte dos lotes (com numeração inicial 4120Z) é referente aos quantitativos importados prontos do Instituto Serum, da Índia, chamada de Covishield, e entregues pela Fiocruz ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) em janeiro e fevereiro deste ano. Os demais lotes apontados foram fornecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).

Todas as doses das vacinas importadas da Índia (Covishield) foram entregues pela Fiocruz em janeiro e fevereiro dentro do prazo de validade e em concordância com o MS, de modo a viabilizar a antecipação da implementação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, diante da situação de pandemia. A Fiocruz está apoiando o PNI na busca de informações junto ao fabricante, na Índia, para subsidiar as orientações a serem dadas pelo Programa àqueles que tiverem tomado a vacina vencida”.

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Edu Carvalho

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