Conheça o plano para os primeiros 100 dias na prefeitura

Assim como o plano de 100 dias, foram feitas 12 metas principais e um plano de governo para os quatro anos. Foto: Divulgação.

Na lista de 25 ações, o prefeito Eduardo Paes prioriza atividades nas áreas da saúde e da educação.

Por Thaís Cavalcante em 06/01/2021, às 10h 

Editado por Edu Carvalho

O prefeito Eduardo Paes começa o ano com o desafio de realizar 25 ações em seus primeiros quatro meses no comando da Prefeitura do Rio de Janeiro. O tradicional ‘Plano de 100 dias’ começou em 1º de janeiro, assim como as 12 metas principais e um plano de governo detalhado para os quatro anos de sua gestão na cidade. As primeiras ações da lista são da área da saúde e educação.

Já dita como prioridade em seu governo, Paes garante que vai preparar as Clínicas da Família para a campanha de vacinação da covid-19 e realizar atividades em apoio à saúde mental. Assim como o fornecimento de remédios e outros materiais, voltar com as equipes de saúde e o Programa Cegonha Carioca. Também pretende garantir a transparência na fila virtual do SISREG.

Medidas mais que urgentes. O Maré de Notícias Online acompanhou de perto como as unidades de saúde da Maré funcionaram em 2020 durante o primeiro ano da pandemia. Os moradores denunciaram a falta de energia elétrica, de medicamentos e de exames na Clínica da Família Jeremias de Moraes da Silva. Em setembro, o Centro Municipal de Saúde Vila do João sofreu com a chuva e a queda do teto, mudança na administração e diminuição dos salários. Em outubro, mostramos a situação precária da saúde mental e como os moradores enfrentam essa questão com iniciativas durante a pandemia. Em novembro, o CMS Américo Veloso precisava da troca de calhas de lâmpadas e apresentava goteiras, devido à chuva.

Esses e outros acontecimentos marcaram o impacto da precariedade da saúde no território.

No que diz respeito à educação, Paes aposta no digital para as escolas com internet grátis e equipamentos eletrônicos. Além disso, quer implementar protocolos sanitários, oferecer uma espécie de supletivo na volta às aulas e kits escolares para alunos da rede pública. Também pretende aumentar o número de professores e diminuir o número de alunos em cada turma. 

Na favela, para enfrentar os desafios educacionais colocados às famílias, mapeamos iniciativas coletivas e atividades criativas feitas por escolas, alunos e professores para não interromper o ritmo de aprendizado. Falamos também sobre as dificuldades e falta de acessibilidade dos moradores de favelas com a suspensão das aulas, em estudar à distância e como os pequenos estudantes lidam com a situação.

Para segurança nas estações sucateadas do BRT e em pontos turísticos espalhados pela cidade, o prefeito aposta nos guardas municipais, na instalação de câmeras de segurança e no BRT Rosa. Nas ruas da cidade, serão colocadas lâmpadas em áreas avaliadas como inseguras e a ronda de patrulhas será diária. Os bairros de Bangu e Campo Grande, localizados na Zona Oeste da cidade, também terão uma expansão de seu programa de segurança.

Se depender da prefeitura, as pequenas e médias empresas terão oferta de crédito e os cariocas uma possível redução do IPTU. Também é citado na lista de ações o planejamento para a restauração de áreas e possíveis mudanças, revitalização da Avenida Brasil – via expressa próxima do Conjunto de Favelas da Maré. Importantes frentes de trabalho que também voltam à ação em favelas são os Guardiões dos Rios, programa de conservação dos rios, Agente Comunitário de Saúde e Garis Comunitários. Durante 2020 nossa equipe acompanhou o trabalho dos Agentes da Maré e seus enfrentamentos para garantir o mínimo de assistência aos moradores, assim como noticiamos a redução de investimento no programa de Garis Comunitários, que fazem um trabalho comunitário junto aos garis da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana). 

Sobre a mobilidade urbana, será apresentado o Plano BRT com a promessa de ser implantado até o final deste ano. Paes também pretende concluir as obras do BRT Transbrasil até 2022 e analisar linhas de ônibus cortadas na gestão anterior, assim como possíveis irregularidades. E reabrir a ciclovia Tim Maia, ponte da Zona Sul à Barra da Tijuca. No segundo mandato de Paes, em 2016, foi realizada a inauguração da primeira malha da ciclovia, com investimento de cerca de 50 milhões de reais. A ciclovia tem um histórico de construção marcado por desabamentos que causaram duas mortes. Em 2019, aconteceu o último desabamento. Para sua retirada, o ex-prefeito Marcelo Crivella sinalizou que o gasto seria em torno de 10 a 15 milhões e manteve a interdição.

O transporte também foi pauta no território mareense. Noticiamos aqui no Maré de Notícias sobre as ameaças de empresas de ônibus em suspender as linhas e também sobre a volta de um transporte alternativo legalizado recentemente. Os planos da prefeitura para os próximos meses é um sinal de que há muito trabalho pela frente – na Maré e em toda a cidade.

Para ler o Plano de Ação de 100 Dias detalhado e o Plano de Governo da Prefeitura do Rio de Janeiro clique aqui.

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