Rio está em ‘situação de alerta’ para contaminações pelo mosquito da dengue

Ação da Secretaria Municipal de Saúde no combate à disseminação das arboviroses urbanas | Foto: Divulgação

Rio está em ‘situação de alerta’ para contaminações pelo mosquito da dengue

O aumento no número de casos de arboviroses (doenças provocadas pelo Aedes aegypt) já configura um ‘surto’ no país e população deve ficar atenta aos cuidados necessários para evitar a disseminação ainda maior do mosquito

Por Redação, em 03/05/2022 às 11h10

É oficial: há um surto de dengue no Brasil. De acordo com boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta segunda-feira (02), o país teve um aumento de 113,7% nos casos prováveis da doença até abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Depois das campanhas de prevenção realizadas em março, o Rio de Janeiro também está em “situação de alerta”, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

No país, foram 542.038 casos prováveis entre 2 de janeiro e 23 de abril de 2022. Esse número já é praticamente o mesmo que foi registrado em todo o ano de 2021, quando foram contabilizados 544 mil casos prováveis de dengue. No Rio, o primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) após a suspensão dos trabalhos devido à pandemia revelou que o índice de infestação predial (IIP) pelo mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya constatado pela Secretaria foi de 1,1%. A classificação de “alerta” ocorre quando o IIP está na faixa entre 1% e 3,9%.

Desde março, neste período de chuvas e calor, que contribuem para a maior incidência dessas doenças, temos intensificado as ações de campo e de orientação da população sobre as formas de controle do mosquito. Para que a prevenção das arboviroses seja eficiente, é fundamental o envolvimento de todos.”

 Secretário Municipal de Saúde da cidade do Rio, Rodrigo Prado,

É sempre importante relembrar os cuidados necessários para que a situação das arboviroses urbanas (dengue, chikungunya e zika) não saia do controle. De acordo com a secretaria, quase 30% dos focos estavam em depósitos móveis como vasos/frascos com plantas, pingadeiras, recipientes de degelo de geladeiras, bebedouros e objetos religiosos. “A orientação para evitar a proliferação de mosquitos nesse tipo de recipiente é realizar a limpeza com bucha ou esponja esfregando as paredes do recipiente pelo menos uma vez por semana”, explica o órgão.

Os principais sintomas da dengue são febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e nas articulações. Em suas formas mais graves, a doença pode causar hemorragia interna em órgãos e tecidos, e levar à morte. Desde o início de 2022, foram confirmados 160 óbitos por dengue no país. Os dados do Ministério da Saúde apontam que os estados com mais registro de mortes pela doença até agora são: São Paulo (56), Goiás (19), Santa Catarina (19) e Bahia (16). Há 228 óbitos ainda estão em investigação.

Prevenção

  • Verifique se a caixa d’água está bem tampada;
  • Deixe as lixeiras bem tampadas;
  • Coloque areia nos pratos de plantas;
  • Recolha e acondicione o lixo do quintal;
  • Limpar as calhas;
  • Cubra piscinas;
  • Tampe os ralos e baixe as tampas dos vasos sanitários;
  • Limpe a bandeja externa da geladeira;
  • Limpe e guarde as vasilhas dos bichos de estimação;
  • Limpe a bandeja coletora de água do ar-condicionado;
  • Cubra bem a cisterna;
  • Cubra bem todos os reservatórios de água.

Cuidados com a família

  • Use repelente;
  • Quando o calor deixar, cubra a maior parte do corpo com roupas claras;
  • Coloque telas em janelas e portas;
  • O mosquito tem hábitos diurnos, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é importante reforçar a atenção nesse período. Mas atenção: o mosquito é oportunista e pode picar à noite também.

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