Rio2C encerra encontro com representatividade mareense

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Maior evento de criatividade da América Latina, o Rio2C, contou com artistas e outros profissionais da Maré em variados temas

Samara Oliveira e Jéssica Pires

Desde a última terça-feira (4), a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, está sediando o Rio2C, o maior encontro de criatividade da América Latina. Apesar de hoje ser o último dia de programação, o Conjunto de Favelas da Maré continua sendo representado.

Fernando Bozza, médico, pesquisador da Fiocruz e coordenador do estudo #VacinaMaré, participa da mesa com o tema “Tecnologia no Combate a Epidemias”. No último sábado (8), o artista da Maré DJ Renan Valle foi um dos palestrantes no debate sobre “A Música nas Favelas”, ao lado de Geisa Lino, também cria da Maré e diretora da Redes da Maré.

Quando perguntado sobre seus sonhos, Renan destacou a importância do conhecimento sobre direitos autorais para a comunidade da favela. “É levar esse acesso sobre direitos autorais para a galera da favela. Acho que isso é super importante para a galera não ter seus sonhos furtados, né mano? Quando começa a entrar dinheiro, a galera fica meio perdida de como fazer isso, com quem falar, né? Eu já passei por isso e não quero que outras pessoas passem. Então, quero capacitar a galera da favela todinha, meus crias todinhos.”

Raphael Vicente, dançarino, influencer, roteirista e multiartista, participou da mesa “Criação e Novos Modelos de Negócios Digitais” na última sexta-feira (7). Ele destacou a diversidade de perspectivas presentes na mesa.

“Foi uma experiência muito boa poder dividir a mesa com Philippe Carrasco (executivo de empresas de mídia) e Marina Croce (CEO da Webedia Brasil). Senti que eram três pessoas que trabalham com a internet, mas que atuam em áreas completamente diferentes.”

Raphael também comentou sobre sua experiência pelo terceiro ano consecutivo no Rio2C: “Poder estar nesse lugar que abre espaço para pessoas de todo o Brasil escutarem sua voz, verem o que você faz e de onde você vem é muito importante. Sempre que vou, me tratam com um carinho imenso e fico muito feliz de estar lá. É um espaço onde me sinto à vontade e que sinto que é meu, sabe? Poder falar que tenho uma empresa, trocar experiências com pessoas que fazem a mesma coisa que eu, mas em contextos e lugares diferentes, foi muito gratificante.”

São mareenes colocando o Conjunto de Favelas da Maré no centro dos debates em inovação e criatividade, rompendo imaginários contrários a esses muitas vezes reforçado nas grandes mídias.

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