Ronda: Rio tem 95% da população adulta imunizada contra covid-19

Ronda: Rio tem 95% da população adulta imunizada contra covid-19

Prefeitura da cidade chegou a derrubar a exigência de máscara em alguns locais fechados, como academias e centros de treinamento, mas teve que voltar atrás

Por Tamyres Matos, em 19/11/2021 às 16h48

A luta contra a pandemia foi marcada por alguns números positivos nesta semana. De acordo com a Prefeitura do Rio, a capital fluminense tem 95,2% das pessoas com mais de 18 anos vacinadas com as duas doses do imunizante contra a covid-19. Em números gerais, 76,2% da população tem o esquema vacinal completo. As informações são do Painel Covid-19 da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O Boletim Epidemiológico da cidade deixou de ser publicado todas as sextas-feiras devido à estabilização da situação das contaminações, o que resulta no risco baixo de transmissão em todas as regiões administrativas. O embasamento para tal decisão é a tendência constante de melhora em todos os indicadores da pandemia.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, há 32 pessoas internadas com covid-19 nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) do Rio, o que equivale a 0,5% do total de internações. O número está abaixo do registrado em março de 2020, data que marca o início da pandemia no país. 

Ao todo, o município do Rio registrou 490.311 casos de covid-19, sendo 85.432 graves e 35.129 mortes em consequência da doença. As informações são referentes às atualizações das 15h40 desta sexta do Painel Rio Covid-19. O Painel Unificador Covid-19 nas favelas do Rio registrou, também desde março do ano passado, 9.669 casos de covid e 373 mortes no conjunto de favelas da Maré. 

Tira a máscara, põe de volta a máscara

A Prefeitura do Rio publicou na quarta-feira (17) um decreto que permitia a permanência de pessoas sem máscara em academias, piscinas e centros de treinamento. No entanto, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) não confirmou a validade do decreto e o município teve que voltar atrás.

“Apesar da queda sustentável nos indicadores epidemiológicos e assistenciais da covid-19, os técnicos da vigilância estadual e o grupo de especialistas entendem que a imunidade coletiva ainda não atingiu os patamares necessários para retirada de máscaras em locais fechados”, declarou em nota a SES.

Janelas fechadas

As secretarias de Transportes e Saúde publicaram, nesta sexta, uma resolução que revoga outras que tratavam da adoção de medidas temporárias pela cidade para o enfrentamento da covid. Entre as principais medidas revogadas está a obrigatoriedade de janelas abertas em viagens de veículos do transporte público coletivo de passageiros e táxis.

A medida foi tomada em decorrência do avanço da vacinação contra a covid-19 em todas as faixas etárias da população do Rio. No entanto, as secretarias reforçam que o uso da máscara dentro dos coletivos e táxis segue obrigatório.

Maré de Cultura

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) do Rio anunciou uma série de eventos voltados à celebração do Mês da Consciência Negra na cidade. De baile da velha guarda do funk no Rivalzinho a roda de jongo, passando pelo tradicional baile charme no Viaduto de Madureira, além de rodas de samba, maracatu, capoeira e muito mais. Confira a programação:

SEXTA (19/11)

Parque das Ruínas – Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa

19h: Pocket show com Áurea Martins. Com 81 anos, a cantora tem mais de seis décadas de carreira, tendo começado aos 19 anos no bairro de Campo Grande, em casas noturnas onde marcou presença com sua voz de crooner de orquestra. Dona de discos festejados como “Iluminante”, “Depontacabeça” e “Até sangrar”, este último CD valeu a ela o Prêmio da Música Brasileira de 2009, na categoria Melhor Cantora. 

Rivalzinho – Rua Álvaro Alvim s/nº. Cinelândia

19h – Baile da Velha Guarda do Funk – DJ Vinil: Grand Master Raphael; Marcelinho; Gello; Ricardinho e Galo da Rocinha.

SÁBADO (20/11)

Centro

11h – Maracatu Baque Mulher, no Busto do Zumbi (Centro). Grupo de maracatu Nação, formado por mulheres, regido por Tenily; uma extensão do Maracatu Baque Mulher de Recife, liderado pela Mestra Joana Cavalcante, da Nação do Maracatu Encanto do Pina.

Padre  Miguel

11h – Terreiro de Crioulo (Toca do Criolice; Rua Matriz de Camaragipe 153). Narrativas ancestrais através de samba, comida preta, cantos e danças em Padre Miguel. Programação Infantil na parte da manhã, à tarde Jongo e outras danças populares, tarde/noite. Roda de Samba Terreiro de Criola: uma das rodas mais animadas do Rio, interpreta desde clássicos do Fundo de Quintal, Velha Guarda do Império Serrano, Velha Guarda da Portela e João Nogueira às atuais músicas de trabalho dos integrantes.

15h – Busto de Zumbi (Rua Figueiredo Camargo 110, Padre Miguel). Ações culturais e artísticas (jongo, capoeira, danças populares e roda de samba)  em torno do Busto de Zumbi do Palmares para a tradicional celebração de rua do Dia da Consciência Negra em Padre Miguel.

O busto em bronze é uma criação do artista Clécio Regis da figura de Zumbi. Foi erguido por iniciativa do Point Chic Charm e doada à cidade do Rio.

Madureira

21h – Baile Charme (sob o Viaduto Negrão de Lima, Madureira). Um dos bailes blacks mais antigos do Rio ainda na ativa, o evento tem os seus DJs residentes e sempre recebe convidados, além de atrações diversas, sempre no Dutão. R$ 30. 18 anos.

TERÇA (23/11)

MUHCAB – Museu da História e Cultura Afro-Brasileira – Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa

12h às 12h15 – Toque de abertura com o Ogã e percussionista Kotoquinho, que faz uma apresentação de atabaque.

13h30 às 16h – Roda de samba – Tributo a Zé Ketti, com membros da família Ketti Meireles.

16h – Roda de Jongo com o Fuzuê d’Aruanda, grupo que leva para as ruas de Madureira os ritmos e as danças da cultura popular. 

QUINTA (25/11)

MUHCAB – Museu da História e Cultura Afro-Brasileira – Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa

18h – Roda de samba com o grupo Mulheres do Samba Notícias, um coletivo nacional de comunicação de mulheres do samba.

SEXTA (26/11)

MUHCAB – Museu da História e Cultura Afro-Brasileira – Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa

18h – Roda de samba com o grupo Awurê – termo iorubá que significa um desejo de boa sorte -, de Madureira. Toca ritmos brasileiros como variações do samba, jongo, ijexá, coco, maracatu e toques do candomblé, além de estilos musicais dos países vizinhos, como candombe e salsa.

DOMINGO (28/11)

FEBARJ – Federação dos Blocos Afros e Afoxés do Rio de Janeiro – Av. Mem de Sá 37, Centro

15h – Apresentação do Grupo Afoxé Filhos de Gandhi, o mais antigo e tradicional do Rio, fundado por trabalhadores do Cais do Porto, moradores dos bairros Saúde, Gamboa e arredores, integrantes de religiões de matrizes africanas e também por integrantes do Afoxé Filhos de Gandhy de Salvador (Bahia), que havia sido criado um ano antes.

Arena Jovelina Pérola Negra – Praça Ênio s/nº, Pavuna

13h – Roda de samba El Pavuna, que nasceu na Praça Copérnico, próxima à estação do metrô Pavuna, numa feira reunindo comerciantes locais para expor seus trabalhos todo segundo sábado do mês, das 16h às 21h. 

Roda de Samba do Pavuna: Grande encontro com um vasto repertório entre sambas e pagodes clássicos, passeando por várias décadas, estilos e referências, incluindo alguns trabalhos autorais no roteiro com a convidada sambista carioca Cassiana Pérola Negra.

Bangu Atlético Clube – Av. Cônego Vasconcelos, 549, Bangu

21h – Baile funk com equipes de som tradicionais de Bangu, em homenagem aos trabalhadores, funkeiros e amantes do funk.

Se liga nos destaques da semana

Domingo (14/11)

Onde você mora?, por Edson Diniz

Segunda-feira (15/11)

Desafios do Enem em meio à pandemia, por Gracilene Firmino

Terça-feira (16/11)

‘O funk é reflexo da sociedade’, por Luca LK, editor da Revista Ocupação

Ministério da Saúde reduz intervalo de reforço da vacina contra covid-19, por Redação

Quarta-feira (17/11)

‘Embaixadores da Maré’ monitoram situação do saneamento básico no bairro, por Vinicius Lopes

Pra Elas: autoestima e defesa pessoal na Maré, por Gracilene Firmino

Quinta-feira (18/11)

Prisão indevida após reconhecimento por foto? Adivinhe a cor, por Edu Carvalho

Com opções escassas, pegar ônibus na Maré vira motivo de nostalgia, por Tamyres Matos

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Tamyres Matos

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